segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008





A faca na mão e o pulso trêmulo... quer se matar mas não consegue. Vontades mil passam na esteira da mente, mas o motivo maior ainda não surgiu. Impossível se matar por qualquer coisa. Imagina o ridículo: "Matou-se, mas familia desconhece as razões"; ou ainda : "Provável distúrbio psiquiátrico não definido leva jovem de classe média a praticar suicídio". Isso não, definitivamente! Sua morte deve evocar não somente compaixão, mas comoção e crítica. Deve ser motivo para debates filosóficos e mesas-redondas multidisciplinares. Morte com fundamento. Que pelo menos na partida traga alguma utilidade pública, já que em vida não conseguiu. Deve pensar mais antes de se matar. Encontrar uma razão concreta, que não se dilua com o passar do tempo, perdendo o sentido. Há que ter paciência.

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