Hoje é aniversário do meu irmão. Aquele que Deus colocou em meu caminho pra me fazer mais paciente. Mais generosa e altruísta. Fê-lo tão diferente de mim, e ao mesmo tempo, tão próximo dos meus sentimentos. Tão meu irmão do coração.
Lembro-me de nossa infância feliz. Brincando na rua, subindo em muros e portões, passando trote telefônico, apertando campainha das casas e saindo correndo. Caindo de skate. Catando cigarra em árvore. Brigando. Até "Guerra de arrotos" fazíamos (bem antes de Jack Ass...). Até que um dia ele vomitou de tanto arrotar - não consegui parar de rir nem enquanto apanhávamos de Havaianas da nossa mãe, coitada...
Às vezes dá vontade de voltar no tempo pra reviver esses bons momentos. Mas não é necessário. Porque ainda o tenho, próximo de mim, e podemos viver muitas novas aventuras; não aquelas de outrora, mas aventuras de gente grande. Pois somos adultos ao avesso, meio (muito) crianças. E podemos nos divertir demais.
Sou muito grata por ter um irmão que me faz ser mais humana.
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Soneto de amor

"NÃO TE QUERO senão porque te quero
e de querer-te a não querer-te chego
e de esperar-te quando não te espero
passa meu coração do frio ao fogo.
Te quero só porque a ti te quero,
te odeio sem fim, e odiando-te rogo,
e a medida de meu amor viageiro
é não ver-te e amar-te como um cego.
Talvez consumirá a luz de janeiro
seu raio cruel, meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego.
Nesta história só eu morro
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero, amor a sangue e fogo."
Pablo Neruda
-Sigo vivendo, sofrendo por um amor impossível...
-Pois não devias.
-Sofrer ou viver?
-Tanto faz.
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